Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quarta-feira, 13 de maio, aponta que a agenda internacional de Lula desempenhou um papel crucial na recuperação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após um período de desafios na economia e na percepção geral sobre sua administração. O encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a ser parte estratégica do Palácio do Planalto para reverter o desgaste acumulado e coincidiu com uma melhoria notável nos indicadores de aprovação governamental, repercutindo de forma majoritariamente positiva entre o eleitorado.
O levantamento da Genial/Quaest, realizado em maio, trouxe números que evidenciam o impacto positivo da diplomacia. Conforme os dados, expressivos 43% dos entrevistados acreditam que o presidente Lula saiu politicamente fortalecido após a reunião na Casa Branca. Em contraste, 26% indicaram que o líder saiu mais fraco. No segmento dos eleitores independentes, um grupo reconhecido como crucial para a disputa eleitoral de 2026, a percepção também foi favorável ao presidente petista: 39% avaliam que Lula se fortaleceu, enquanto apenas 22% observaram um enfraquecimento.
Agenda internacional de Lula reverte desgaste, aponta Quaest
Este encontro diplomático foi strategicamente orquestrado em um momento em que o governo federal buscava redefinir sua comunicação política e redirecionar a atenção do público para assuntos de projeção internacional, investimentos e economia, distanciando-se de temas internos que geravam atrito. Nas semanas que antecederam a pesquisa, membros do gabinete presidencial intensificaram agendas regionais e participações em entrevistas, focados na divulgação de programas federais. Paralelamente, o próprio presidente Lula aumentou sua exposição pública, revertendo um período anterior de menor visibilidade.
A melhoria na imagem do governo federal se manifestou em sincronia com uma alteração no ambiente de notícias relacionadas ao Palácio do Planalto. O percentual de brasileiros que afirmaram consumir notícias mais positivas sobre a gestão de Lula registrou um crescimento de 23% para 32% no intervalo de abril para maio. Simultaneamente, a parcela de cidadãos que relatou ver notícias predominantemente negativas sofreu uma redução de 48% para 43%, indicando uma mudança perceptível no fluxo de informações percebidas pelo eleitorado.
Este movimento coincidiu diretamente com a diminuição da desaprovação popular do governo Lula. A pesquisa Quaest apontou que a avaliação negativa do presidente decresceu de 52% para 49%. No mesmo período, a taxa de aprovação de sua gestão subiu de 43% para 46%, sugerindo uma correlação clara entre a agenda internacional e a melhoria dos indicadores domésticos. A estratégia do Planalto de priorizar temas externos e investimentos parece ter contribuído para uma visão mais otimista por parte da população.
A pesquisa também evidenciou um forte apoio eleitoral à aproximação com os Estados Unidos. Para 60% dos entrevistados, a reunião entre Lula e Trump foi benéfica para o Brasil, com apenas 18% classificando o encontro como prejudicial. Tal percepção favorável não se limitou apenas à base tradicional de eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). Entre os eleitores independentes, 56% consideraram o encontro positivo para o país, e, no grupo dos eleitores de direita não bolsonarista, esse índice alcançou 53%, demonstrando uma aceitação abrangente da iniciativa diplomática.
Além disso, a maioria dos entrevistados – 56% – manifestou que o próximo presidente do Brasil deve manter uma relação de parceria e aliança com os Estados Unidos. Em abril, esse percentual era de 43%, indicando uma evolução na perspectiva de política externa do país. Aqueles que defendem uma posição mais independente, por sua vez, viram seu percentual diminuir de 40% para 29%. Esta mudança pode ser um reflexo da imagem de pragmatismo e abertura internacional que o governo tentou projetar, consolidando a ideia de que a cooperação bilateral é benéfica. Para mais detalhes sobre as relações internacionais do Brasil, é possível consultar o portal oficial do Ministério das Relações Exteriores, que disponibiliza informações detalhadas sobre a diplomacia brasileira e a relação com os Estados Unidos.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, assessores do presidente Lula consideram que o encontro com Donald Trump desempenhou um papel fundamental em reduzir a percepção de isolamento internacional que pairava sobre o governo. A ação diplomática contribuiu, na avaliação interna, para fortalecer a imagem de pragmatismo do presidente em temas econômicos e nas estratégias de relações exteriores. A reativação de importantes laços internacionais e a condução de agendas de relevância global se mostraram eficazes.
Imagem: infomoney.com.br
A melhoria nos índices de aprovação governamental foi predominantemente impulsionada por eleitores que não possuem um alinhamento ideológico rigoroso. Na análise do Planalto, este grupo reagiu de maneira mais positiva a uma combinação de diversos elementos estratégicos. Dentre eles, destacam-se a revitalização da agenda internacional do Brasil, o lançamento e a implementação de programas de renegociação de dívidas, o reforço na comunicação institucional do governo e uma perceptível redução no ruído político das últimas semanas.
Especificamente na pesquisa Quaest, a aprovação de Lula entre os eleitores independentes registrou um crescimento notável, passando de 32% para 37%. Em contrapartida, a taxa de desaprovação nesse mesmo segmento caiu de 58% para 52%. O efeito positivo se estendeu também às intenções de voto para a eleição presidencial. Lula ampliou sua vantagem no primeiro turno sobre Flávio Bolsonaro (PL), subindo de 37% para 39%, enquanto o seu potencial adversário oscilou de 32% para 33%. No cenário de segundo turno, o presidente petista novamente abriu vantagem numérica, marcando 42% contra 41% de Bolsonaro.
O levantamento da Genial/Quaest foi realizado com a coleta de 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios brasileiros. A pesquisa ocorreu entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro estimada para os resultados é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026, garantindo a sua legitimidade e transparência metodológica.
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A recuperação do presidente Lula, impulsionada pela agenda internacional e pela reorganização da comunicação governamental, destaca a importância da diplomacia na política doméstica. Fique por dentro de mais análises políticas e tendências eleitorais acompanhando nossa editoria de Política.
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