As **autoridades iranianas responderam a Donald Trump** neste domingo (5), após o ex-presidente dos Estados Unidos intensificar suas ameaças de retaliação militar. A tensão entre os dois países escalou com as declarações de Trump, direcionadas à liberação do estratégico Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o comércio global de petróleo e passagem de navegação essencial.
Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do parlamento iraniano, e outros líderes de Teerã, emitiram posicionamentos firmes em retribuição às duras palavras do ex-mandatário norte-americano. Trump havia veiculado ultimatos explícitos, indicando a possibilidade de ataques devastadores à infraestrutura do país persa caso a via marítima não fosse liberada até a noite da terça-feira, 7 de janeiro.
Em um cenário de crescente hostilidade retórica, a escalada verbal entre Teerã e Washington foi intensificada. Em resposta direta a esses ultimatos, diversas figuras proeminentes do regime iraniano manifestaram-se, reiterando sua posição de não ceder à pressão externa e advertindo sobre as graves consequências de um confronto.
Irã Responde a Trump Após Ameaças sobre Estreito de Ormuz
O ex-presidente norte-americano, em sua plataforma Truth Social, havia delineado a possibilidade de ataques devastadores contra a infraestrutura vital do Irã, citando usinas elétricas e pontes. Sua demanda, expressa de forma veemente, estipulava que a passagem marítima do Estreito de Ormuz fosse desobstruída até a noite da terça-feira, 7 de janeiro, sob pena de severas repercussões.
A reação do presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, foi contundente. Em uma mensagem divulgada no X (antigo Twitter), ele advertiu que as ações “imprudentes” de Trump estariam arrastando os Estados Unidos para um “inferno em vida para cada família” e que toda a região do Oriente Médio sofreria as consequências, atribuindo a insistência do ex-presidente norte-americano a “seguir as ordens de Benjamin Netanyahu”, o primeiro-ministro de Israel. Qalibaf ainda enfatizou que Washington não obterá ganhos por meio de “crimes de guerra” e reiterou que a “única solução real” é respeitar os direitos do povo iraniano e pôr fim ao “jogo perigoso” em curso.
Complementando as advertências, Ali Akbar Velayati, ex-ministro das Relações Exteriores e assessor do líder supremo do Irã, alertou sobre o potencial de impacto global de qualquer intervenção no país. Segundo ele, a frente de resistência, que agrupa aliados do Irã em países como Líbano, Iraque e Iêmen, poderia redirecionar seu foco para o Estreito de Bab Al-Mandeb, no Mar Vermelho. Este estreito, conforme informações da Associated Press, é uma artéria crucial por onde passa aproximadamente 12% do comércio marítimo mundial.
Velayati sublinhou a capacidade da frente de resistência em interromper o fluxo de energia e comércio global “com um único sinal”, caso a Casa Branca persista em seus “erros estúpidos”. Este alerta visa a demonstrar a influência regional do Irã e suas redes de apoio, capazes de gerar um impacto significativo nas rotas comerciais internacionais.
Imagem: Elizabeth Frantz via infomoney.com.br
Para o porta-voz da presidência do Irã, Seyyed Mohammad Mehdi Tabatabaei, a reabertura do Estreito de Ormuz só poderá ser considerada sob uma condição específica: parte das receitas geradas pelo tráfego de navios na área deveria ser direcionada a compensar o Irã pelos danos causados por conflitos. Essa demanda reflete a posição iraniana de buscar reparação em meio às contínuas tensões.
Adicionalmente, o comandante da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, Esmail Qaani, prometeu “novas surpresas” para os Estados Unidos e Israel. Ele mencionou a operação de resgate de um piloto americano neste domingo, cujo avião foi abatido em território iraniano durante a semana. De acordo com fontes iranianas, o incidente teria resultado na destruição de dois aviões de transporte e dois helicópteros Black Hawk dos EUA, apesar do resgate do piloto.
Conforme noticiado pela Press TV, Qaani chegou a se referir às lideranças dos EUA e de Israel como a “Elite Epstein”, uma alusão ao controverso norte-americano Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por uma rede de exploração sexual de menores. O comandante reiterou a expectativa de que mais “surpresas” na região possam ser antecipadas, intensificando a retórica bélica.
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O episódio de confronto retórico evidencia a volatilidade das relações internacionais no Oriente Médio e as complexas interconexões entre os principais atores globais e regionais. A comunidade internacional permanece atenta aos desdobramentos desta escalada de tensões, com as atenções voltadas para o Estreito de Ormuz e seus desdobramentos geopolíticos. Para acompanhar mais análises e notícias sobre o cenário político internacional, continue navegando em nossa editoria de Política.
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