O Ibovespa Futuro iniciou os negócios da quinta-feira (19) operando em baixa, com o mercado avaliando o desempenho da economia brasileira e os reflexos das relações internacionais. Investidores se mostram atentos aos recentes dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é frequentemente utilizado como uma estimativa antecipada do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Simultaneamente, as atenções globais se voltam para a escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que adicionam um componente de incerteza geopolítica ao cenário. Por volta das 9h04, no horário de Brasília, o contrato futuro com vencimento em abril apresentava uma desvalorização de 0,11%, negociado a 189.930 pontos.
No front econômico doméstico, o relatório do IBC-Br indicou uma retração de 0,2% em dezembro na comparação mensal. Este resultado, apesar de negativo, ficou acima da expectativa dos analistas consultados pela agência Reuters, que previam uma queda mais acentuada de 0,5% para o último mês do ano anterior, na mesma base de comparação. Paralelamente, em um evento distinto mas de repercussão global, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participava da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) em Nova Délhi.
Ibovespa Futuro Recua com PIB e Tensão EUA-Irã no Radar
A percepção de risco nos mercados internacionais sobre as problemáticas causadas pela Inteligência Artificial demonstrou algum alívio. Contudo, as tensões crescentes entre os Estados Unidos e o Irã permanecem como um fator preponderante, mantendo os operadores do mercado em estado de alerta. Esse cenário de instabilidade tem sustentado a valorização de commodities consideradas portos seguros, como o petróleo e o ouro. As principais mídias norte-americanas, incluindo veículos como o New York Times e a CNN, reportaram movimentos de forças dos EUA nas proximidades do território iraniano. Apesar das mobilizações, as reportagens destacavam que o presidente norte-americano, Donald Trump, ainda não havia anunciado uma decisão final sobre quaisquer ações militares. Nesse ínterim, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que monitora a inflação através do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), será uma das fontes mais importantes de dados. O evento mais significativo da agenda econômica desta semana está agendado para sexta-feira, com a divulgação deste indicador inflacionário que é preferencial para o Federal Reserve (Fed). Antes disso, os investidores também aguardavam a liberação dos dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, assim como o relatório sobre as vendas de imóveis residenciais, informações cruciais para avaliar a saúde da economia dos Estados Unidos.
Em Wall Street, os futuros dos principais índices apresentavam sinais de baixa, indicando um início de pregão cauteloso. O Dow Jones Futuro registrava uma queda de 0,32%, enquanto o Nasdaq Futuro recuava 0,42%, e o S&P 500 Futuro tinha um declínio de 0,24%. Na cotação do câmbio nacional, o dólar futuro para março, que é atualmente o contrato de maior liquidez no Brasil, exibia uma alta de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,255. Acompanhando o cenário global, os mercados da região Ásia-Pacífico, em contraste, fecharam em território positivo. Diversas bolsas da área retornavam de um período de recesso devido ao feriado do Ano Novo Lunar, com os investidores assimilando as informações. Contudo, os mercados financeiros de Hong Kong e da China continental permaneceram inoperantes em virtude da continuidade do feriado.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi demonstrou um forte desempenho, subindo mais de 3% e alcançando um novo recorde histórico, finalizando o dia em 5.677,25 pontos. A quinta-feira na Coreia também foi marcada pela condenação à prisão perpétua do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol. Um tribunal o considerou culpado por liderar uma insurreição durante sua tentativa malograda de implementar a lei marcial em dezembro de 2024. No cenário europeu, as bolsas operavam em baixa, com o mercado digerindo os resultados corporativos de grandes companhias como Airbus e Renault, que impactaram o sentimento dos investidores na região.
Imagem: infomoney.com.br
A fabricante de aeronaves europeia Airbus divulgou na quinta-feira que projeta entregar cerca de 870 aeronaves comerciais no ano de 2026. Esse número é ligeiramente inferior às projeções dos analistas, que esperavam aproximadamente 880 entregas. Esta notícia chega em um momento de intensa competição e pressão sobre a companhia, com a sua rival americana, Boeing, mostrando indícios de recuperação após enfrentar anos de desafios. Por sua vez, a montadora francesa Renault apresentou um aumento de 3% em sua receita para o ano de 2025, atingindo a marca de 57,9 bilhões de euros, ou cerca de US$ 68 bilhões. No entanto, a empresa reportou uma queda expressiva no lucro líquido, registrando um prejuízo de 10,9 bilhões de euros, impactado por uma despesa extraordinária relacionada ao seu investimento na japonesa Nissan. No setor de bens de consumo, a Nestlé reportou vendas para 2025 no valor de 89,49 bilhões de francos suíços, o que representa uma redução de 2% em relação aos 91,35 bilhões de francos suíços apurados no ano anterior. O lucro líquido da empresa também sofreu uma queda significativa de 17%, fixando-se em 9 bilhões de francos suíços.
Os preços do petróleo registraram alta nesta quinta-feira, seguindo um aumento de mais de 4% na sessão anterior. Esta valorização reflete as contínuas preocupações relacionadas ao conflito e à instabilidade no Irã. A tensão no Oriente Médio foi agravada pela declaração do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que afirmou que o Irã não atendeu às principais exigências norte-americanas durante as negociações nucleares realizadas nesta semana. Vance reforçou que o presidente Donald Trump reserva o direito de recorrer ao uso de força militar caso os esforços diplomáticos não consigam conter o programa nuclear iraniano.
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