Conselho da Paz de Trump Lançado: Temor de Rivalidade com ONU

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A iniciativa batizada de Conselho da Paz de Trump foi oficialmente lançada na quinta-feira, dia 22, pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Embora a prioridade inicial esteja na consolidação do cessar-fogo em Gaza, Trump sugeriu que o conselho pode, eventualmente, assumir um papel mais amplo, o que já levanta questionamentos e potenciais preocupações entre outras potências globais. Ele ressaltou, contudo, que pretende trabalhar em cooperação com as Nações Unidas.

Em suas declarações, o ex-mandatário enfatizou o vasto potencial do conselho uma vez que esteja “completamente formado”. “Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, afirmou Trump, que também observou um grande potencial da ONU que, segundo ele, ainda não foi totalmente explorado.

Conselho da Paz de Trump Lançado: Temor de Rivalidade com ONU

Presidindo a nova entidade, Trump convidou diversos líderes mundiais a participar. A intenção de expandir a atuação do conselho para além da frágil trégua na região de Gaza gerou dúvidas significativas. Analistas e diplomatas questionam se esta iniciativa poderia, em última instância, enfraquecer ou mesmo abalar o papel estabelecido da Organização das Nações Unidas como a principal plataforma para a diplomacia global e a mediação de conflitos. Essa perspectiva levanta um debate importante sobre a reconfiguração da arquitetura de segurança e diplomacia mundial, dada a pretensão de Trump em consolidar um novo eixo de poder com os países integrantes.

No entanto, a adesão de outras grandes potências e aliados ocidentais tradicionais dos EUA à proposta de Trump tem sido recebida com ceticismo. A condição imposta por Trump de que membros permanentes contribuam com US$1 bilhão cada para financiar o conselho encontrou respostas cautelosas ou negativas. Durante a cerimônia de assinatura, realizada em Davos, Suíça – local anual do Fórum Econômico Mundial, que reúne líderes globais –, estiveram presentes representantes de nações apresentadas como fundadoras, mas a agência Reuters não conseguiu identificar prontamente delegados de outras potências globais relevantes, tampouco de Israel ou da Autoridade Palestina.

Até o momento, nenhum outro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU – o grupo de cinco nações que detêm maior poder decisório sobre a lei internacional e a diplomacia desde o fim da Segunda Guerra Mundial – comprometeu-se com a participação. A Rússia indicou, na quarta-feira, que estava avaliando a proposta, embora Trump tivesse afirmado sua adesão. A França recusou-se a participar. O Reino Unido declarou na quinta-feira que não se juntaria no presente momento. A China, por sua vez, ainda não emitiu uma declaração sobre sua intenção.

É importante ressaltar que a criação do Conselho da Paz obteve endosso por meio de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas exclusivamente como parte do plano de paz de Trump para Gaza. Rolando Gomez, porta-voz da ONU, confirmou na quinta-feira que o envolvimento da Organização das Nações Unidas com o novo conselho limitar-se-ia estritamente a esse contexto específico.

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Imagem: infomoney.com.br

Apesar da hesitação das grandes potências, cerca de 35 países já manifestaram seu compromisso em aderir ao conselho. Entre eles, destacam-se nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Belarus. Um aspecto notável é que a maioria dos países que se inscreveram para participar do conselho não são democracias, embora Israel e Hungria tenham confirmado presença. Os líderes dessas duas últimas nações são frequentemente vistos como aliados próximos de Donald Trump e entusiastas de sua abordagem política e diplomática.

Reafirmando a proposta, Trump expressou otimismo sobre o futuro: “Há um enorme potencial com as Nações Unidas, e acho que a combinação do Conselho da Paz com o tipo de pessoas que temos aqui poderia ser algo muito, muito único para o mundo”, disse o ex-presidente. A iniciativa, portanto, estabelece um ponto de discussão relevante sobre a geopolítica e a atuação das organizações internacionais no século XXI, com potenciais desdobramentos significativos para a resolução de crises globais.

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A discussão sobre o Conselho da Paz de Trump continuará a gerar análises e debates no cenário internacional, dado seu impacto potencial na dinâmica de poder global e na efetividade das instituições existentes como a Organização das Nações Unidas. Acompanhe a editoria de Política em nosso site para mais detalhes e atualizações sobre este e outros temas relevantes que moldam as relações internacionais. Contato: Fale com Nossas Equipes

Crédito da imagem: iStock/Getty Images

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