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A Bolsa de Valores brasileira, Ibovespa, registrou um avanço robusto nesta segunda-feira (9), com o principal índice acionário superando a marca de 185 mil pontos e se aproximando da faixa dos 186 mil. O cenário de valorização foi impulsionado por importantes empresas do mercado doméstico, ao mesmo tempo em que o dólar comercial experimentou uma desvalorização frente ao real, e os juros futuros apresentaram recuo.
Desde o início das negociações, a performance da Ibovespa demonstrou uma trajetória ascendente. As oscilações diárias culminaram em um pico de valorização superior a 1,5%, consolidando o índice em patamares próximos à máxima da sessão. Este movimento refletiu um clima de otimismo entre os investidores, influenciado tanto por indicadores econômicos internos quanto pela movimentação de mercados internacionais.
Ibovespa Avança Mais de 1% e Se Aproxima dos 186 Mil Pontos
Diversos ativos de peso contribuíram significativamente para a elevação da Ibovespa. As ações da Petrobras (PETR4) avançaram mais de 2%, atingindo renovadas máximas, enquanto a Vale (VALE3) também exibiu ganhos consistentes, ultrapassando 1%. O setor financeiro demonstrou solidez, com os principais bancos, como Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander (SANB11), registrando altas notáveis. Companhias do setor de papel e celulose, frigoríficos, e petroleiras juniores também acompanharam a tendência de valorização. Dentre as maiores altas do dia, destacaram-se SLCE3, CSAN3 e EMBJ3 (Embraer).
Em contraste, poucas ações apresentaram quedas significativas, com as maiores perdas concentradas em HAPV3 (Hapvida) e VIVA3. A B3 (B3SA3) também demonstrou vigor, com alta superior a 2%, evidenciando a confiança no mercado de capitais brasileiro.
O desempenho favorável da Bolsa se deu em um contexto de redução do dólar comercial, que operou abaixo de R$ 5,20, alcançando mínimas diárias em R$ 5,176. Os juros futuros também mostraram uma tendência de queda, sugerindo expectativas de um controle inflacionário e, possivelmente, de futuros ajustes na taxa básica de juros (Selic). Segundo pesquisa Reuters, a expectativa para o IPCA em 12 meses até janeiro é de 4,44%, mantendo-se abaixo do teto da meta e reforçando a perspectiva de um corte de 50 pontos-base na Selic em março.
Cenário Macroeconômico e Governamental
As declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), repercutiram no mercado. Galípolo reiterou a importância da parcimônia na política monetária e defendeu que a previsão de cortar juros não significa uma “vitória antecipada”. Ele afirmou que o Brasil não apresenta risco sistêmico, mas ressaltou a necessidade de sucessivas reformas fiscais. O trabalho coordenado entre o BC e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no caso do Banco Master também foi destacado, com previsão de revisão de regras do FGC e de distribuição de títulos.
No âmbito federal, o Tesouro Nacional anunciou um mandato para emissão de novos títulos em dólar no mercado internacional, com um novo benchmark de 10 anos e reabertura do Global 2056. A medida visa aumentar a liquidez da curva de juros soberana e antecipar financiamentos. Paralelamente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que estenderá prazos e carências para financiamentos ferroviários, prevendo um “novo ciclo” de investimentos no setor. O governo também aprovou R$ 16 bilhões do FGTS para obras de mobilidade e saneamento. Já o ministro das Cidades, Jader Filho, descartou mais cortes nos juros do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), mesmo com a queda da Selic, enfatizando as mínimas históricas já praticadas e a meta de 1 milhão de novos contratos para 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, cumpriu agenda no Instituto Butantan, em São Paulo, e teve falas marcadas sobre a economia, indicando que o sistema financeiro tem obtido bons resultados sob sua gestão e comentando sobre a volatilidade do dólar em relação ao “humor” internacional.
Imagem: infomoney.com.br
Destaques Corporativos e Notícias Internacionais
Na frente corporativa, o BTG Pactual (BPAC11) divulgou um lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre, um crescimento de 40,3% sobre o ano anterior. O Banco Pine também reportou resultados expressivos, com o lucro líquido quase triplicando para R$ 183,5 milhões no último trimestre. Por outro lado, analistas da Ambev (ABEV3) demonstraram cautela em relação a possíveis surpresas positivas no balanço do quarto trimestre.
Globalmente, as ações europeias operavam de forma mista, enquanto os mercados asiáticos fecharam o dia em alta, impulsionados pelos ganhos no Japão após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi e suas promessas de cortes de impostos. Nos Estados Unidos, o Goldman Sachs projetou um quadruplicar do rendimento de IPOs até 2026, com nomes como SpaceX e OpenAI se preparando para aberturas de capital. A Reuters também noticiou que o CEO da SpaceX, Elon Musk, mudou o foco da empresa para a construção de uma cidade autossustentável na Lua, em vez de Marte, priorizando a estabilidade civilizacional. Para uma visão aprofundada das tendências do mercado financeiro global, vale a pena consultar análises de agências como a Reuters Markets.
O mercado de petróleo mostrou alta com a diminuição das tensões no Oriente Médio, enquanto o minério de ferro recuou devido a estoques chineses. Analistas apontam para a possibilidade de uma rotação gradual de capital para mercados emergentes, o que poderia trazer um fluxo de até US$ 45 bilhões para o Brasil, segundo o Santander.
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A volatilidade no mercado continua, mas a forte performance da Ibovespa nesta segunda-feira reforça um sentimento de otimismo entre os investidores brasileiros, atentos aos desdobramentos da política econômica e ao cenário internacional. Continue acompanhando nossa editoria para as últimas análises e informações sobre a Bolsa de Valores e o mercado financeiro.
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Crédito da imagem: Divulgação
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