Ibovespa Hoje: Bolsa Em Nova Alta Acima dos 176 Mil Pontos

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O Ibovespa Hoje registrou mais uma jornada de significativos ganhos, superando a marca dos 176 mil pontos nesta sexta-feira (23). O principal indicador da bolsa de valores brasileira manteve o viés de alta da semana, sustentado pela robustez das commodities globais e pela contínua injeção de capital estrangeiro no mercado doméstico. Em contrapartida, o dólar comercial experimentou um leve avanço em relação ao real, e o segmento de juros futuros apresentou movimentações variadas, refletindo um complexo cenário econômico.

A força do índice se manifesta principalmente por meio de setores estratégicos, com as ações de empresas como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3, PETR4) em destaque. O impulsionamento dessas companhias derivou da valorização tanto do petróleo quanto do minério de ferro nos mercados internacionais, que contribuiu decisivamente para que o Ibovespa acumulasse um crescimento de quase 7% nesta semana. O aporte de investimentos externos permanece sólido, com a bolsa paulista recebendo uma entrada líquida de aproximadamente R$ 8,8 bilhões em capital estrangeiro apenas no decorrer deste mês, conforme dados atualizados da B3 até o dia 20.

Ibovespa Hoje: Bolsa Em Nova Alta Acima dos 176 Mil Pontos

Essa conjuntura demonstra uma crescente confiança nos mercados emergentes, que se beneficiam da rotação global de portfólios. Ao longo da manhã, o Ibovespa alcançou e renovou máximas históricas, operando próximo dos 177 mil pontos, e em determinado momento atingiu 176.729,78 pontos. Tal desempenho, impulsionado também pelo Índice de Small Caps (SMLL), que renovou a máxima do dia com 0,42% de alta aos 2.462,38 pontos, mostra que o mercado brasileiro se descola das tendências observadas em Wall Street, onde os principais índices oscilavam com cautela.

No cenário cambial, o dólar comercial prosseguiu em alta. A divisa norte-americana iniciou a sessão cotada a R$ 5,292 na compra e R$ 5,293 na venda, elevando-se a R$ 5,299 no meio da manhã, apesar de ter encerrado a quinta-feira com uma baixa de 0,67%. Simultaneamente, os contratos de **juros futuros** abriram com taxas em ascensão por toda a curva, refletindo as incertezas dos investidores. A DI1F27 marcava 13,700% (+0,020 pp), e a DI1F35 registrava 13,640% (+0,010 pp), sinalizando uma revisão das expectativas inflacionárias e de política monetária.

As atenções do mercado estão voltadas para as decisões do **Banco Central**. Uma pesquisa recente da Reuters com economistas indica a expectativa de que o BC inicie o ciclo de cortes da **taxa Selic** já em março, encerrando um período de quase dois anos de estabilidade. O propósito é reaquecer a economia, especialmente fomentando o consumo e estimulando a indústria nacional. A previsão consensual, entre 32 dos 35 economistas consultados entre 19 e 22 de janeiro, é a manutenção da Selic em 15% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 28 de janeiro. Contudo, 28 dos 34 participantes já vislumbram um primeiro corte, de 0,50 ou 0,25 ponto percentual, a ser efetivado em março.

No âmbito geopolítico global, a semana trouxe um respiro. O mercado internacional reagiu com alívio à moderação na retórica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a questão da Groenlândia e a consequente suspensão das ameaças de tarifas adicionais contra países europeus. James McCann, economista sênior da Edward Jones, avaliou que o rápido encaminhamento para um acordo dissipou a turbulência inicial, contribuindo para o otimismo. Enquanto isso, em Wall Street, após dois dias de fortes ganhos, os índices principais – Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq – apresentavam uma sessão mista, com leves variações negativas e positivas, conforme dados atualizados. O índice de volatilidade VIX, nos EUA, por exemplo, registrou alta de 2,30% aos 16,00 pontos, indicando cautela dos investidores.

O mercado também acompanha a saga jurídica envolvendo a **RioPrevidência** e o **caso Banco Master**. A Polícia Federal deflagrou mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, investigando a suspeita de operações financeiras irregulares. A apuração foca em nove transações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, totalizando cerca de R$ 970 milhões aplicados em Letras Financeiras de um banco privado. O Banco Central, em resposta, afirmou que seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, conduziu uma investigação rigorosa para identificar as inconsistências e negou ter recomendado a compra de ativos fraudados, colocando à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal suas informações financeiras. Paralelamente, o BRB foi instruído pelo BC a provisionar R$ 2,6 bilhões para cobrir possíveis fraudes relacionadas ao Master.

Em um contexto mais amplo de commodities, o **ouro** manteve sua notável escalada, rumando para a “impensável” marca de US$ 5.000. Essa ascensão histórica é alimentada por fatores como a desvalorização do dólar, incertezas geopolíticas crescentes e questionamentos sobre a independência do Federal Reserve. O petróleo também mostrou valorização, com o WTI cotado a US$ 60,22 o barril (+1,45%) e o Brent a US$ 64,95 o barril (+1,37%), em meio a um cenário de apetite por risco. Já o **minério de ferro**, negociado na bolsa de Dalian, reverteu uma sequência de perdas ao subir 1,21%, atingindo 795 iuanes (equivalente a US$ 114,00).

O cenário corporativo apresentou movimentações diversas. A Azul (AZUL53) teve suas ações em leilão após registrar uma alta expressiva de 7,12%, enquanto a C&A (CEAB3) viu sua recomendação elevada para compra pelo Morgan Stanley. No setor varejista, houve estabilidade em algumas ações como AMER3 e MGLU3, enquanto outras como AUAU3 e CEAB3 mostraram ganhos. No entanto, ações como Axia (AXIA3) e (AXIA6) registraram mínimas. A Simpar, controladora de JSL e Movida, anunciou uma AGE para 13 de fevereiro para decidir sobre o grupamento de suas ações ordinárias, na proporção de 2 para 1. O mercado digital também demonstrava vigor, com janeiro superando a média anual em transações na Hotmart, atrás apenas de novembro.

As pautas políticas também ecoam nos mercados. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendeu que a proliferação de candidaturas da direita pode beneficiar a oposição a Lula em 2026, fortalecendo o campo e refutando a tese de divisão eleitoral. Já Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, confirmou a remarcação de sua visita à Papudinha, após o cancelamento anterior gerar críticas por parte dos filhos de Bolsonaro. A dinâmica política e os riscos fiscais permanecem como fatores importantes na precificação dos ativos para os próximos anos, conforme análise de especialistas.

No plano internacional, as bolsas da Ásia e Europa tiveram desempenhos mistos, com a maioria das asiáticas em alta, digerindo as decisões do Banco do Japão de manter as taxas de juros estáveis. No entanto, o BC japonês sinalizou que poderá haver mais aumentos futuros, alertando para os riscos da inflação e do iene fraco, apesar do núcleo da inflação ao consumidor desacelerar para 2,4% em dezembro. A zona do euro manteve perspectivas estáveis para crescimento, inflação e juros em 2026, segundo pesquisa da Reuters, apesar de um começo de ano conturbado. Além disso, o Canadá registrou um crescimento nas vendas do varejo em novembro acima das expectativas, e o México teve uma retração na atividade econômica do mesmo período.

O Brasil e suas relações internacionais também figuraram nas notícias. O presidente Xi Jinping assegurou a Lula o apoio da China em “tempos turbulentos”. A refinaria estatal indiana Bharat Petroleum Corp (BPCL) assinará um acordo de US$ 780 milhões com a **Petrobras** para a compra de 12 milhões de barris de petróleo brasileiro. A Indian Oil Corp, outra gigante indiana, também buscou petróleo de Búzios, da Petrobras, e de outros países para diversificar sua fonte de suprimento e substituir o produto russo. Por fim, a Comissão Europeia propôs a suspensão de seu pacote de retaliação comercial contra os EUA, avaliado em 93 bilhões de euros, por mais seis meses, após a dissipação das ameaças tarifárias do governo Trump.

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A performance do Ibovespa Hoje e os desdobramentos nos mercados domésticos e globais reforçam a interconexão das economias e a importância de um olhar atento às notícias. O índice, após fechar a quinta-feira com uma expressiva alta de 2,20%, atingindo 175.589,35 pontos, e acumulando mais de 8,98% de ganhos em janeiro de 2026, demonstra vigor em um cenário dinâmico e repleto de expectativas. Para aprofundar-se em análises e manter-se atualizado sobre as principais movimentações financeiras e seus impactos, continue acompanhando nossa editoria de economia na Raro Solutions. Contato:

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(Reuters)

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